Dar aos designers de centros de dados a capacidade de especificar o mais elevado nível de resiliência, ao mesmo tempo que limitam os custos de investimento.

Chegou o momento de repensar os princípios de conceção dos centros de dados

Embora muitos estejam familiarizados com o termo “arquitetura Catcher” ou “arquitetura redundante de blocos”, poucos colocaram este modelo verdadeiramente à prova — algo que está prestes a mudar.

Os centros de dados atuais enfrentam inúmeros desafios: trabalham continuamente para garantir a máxima disponibilidade face a uma procura crescente, mantendo um serviço ininterrupto e assegurando fiabilidade e sustentabilidade. Estes fatores tornaram-se o novo padrão de desempenho para qualquer instalação exigente, que, além disso, procura alcançar poupanças significativas em termos de CAPEX e OPEX, através de uma distribuição elétrica otimizada — suportada pelos mais elevados níveis de resiliência.

Assim, de que forma a resiliência arquitetónica impacta o futuro da conceção e da disponibilidade dos centros de dados? E poderá um design inteligente ajudar a resolver alguns dos desafios mais complexos enfrentados por estas infraestruturas, com vista a garantir um desempenho superior a longo prazo?

42%
redução global de CAPEX
catcher vs 2N
38%
redução da ocupação
catcher vs 2N

Otimização da infraestrutura de centros de dados com distribuição baseada em arquitetura redundante de blocos

Ao considerar a estratégia de arquitetura do ponto de vista do design, a prestação de um serviço contínuo e fiável, bem como a eliminação do tempo de inatividade, são fundamentais – estando a disponibilidade alicerçada na resiliência da arquitetura e na otimização do TCO. Olhando para o futuro, o CAPEX e o OPEX continuam a ser fatores críticos — mas o mesmo se aplica à pegada de carbono — sendo todos influenciados pelas escolhas arquitetónicas.  Do mesmo modo, a facilidade de manutenção de uma instalação será condicionada pelas decisões tomadas na fase de conceção: uma má abordagem à arquitetura de distribuição elétrica pode tornar a manutenção desnecessariamente complexa.
A resiliência tornou-se uma palavra-chave no design, sobretudo no que diz respeito à flexibilidade e à adoção de soluções modulares, dimensionadas para as necessidades atuais da instalação, mas com capacidade para escalar e adaptar-se ao longo do tempo.
Certas arquiteturas reduzem a necessidade de hardware redundante e otimizam a eficácia de utilização de energia (PUE) – permitindo instalar menos equipamento, diminuir os custos de capital e reduzir a pegada de carbono — ao mesmo tempo que simplificam a manutenção.  

Uma dessas arquiteturas é a Catcher, que cumpre todos estes requisitos.

Como é que a arquitetura Catcher se enquadra nas topologias típicas de UPS?

Com a redundância tradicional 2N, um centro de dados possui o dobro da quantidade necessária de cada componente crítico, garantindo que nenhum ponto único de falha possa comprometer o funcionamento global. Mesmo no caso de falha de um componente, o sistema continua a operar sem interrupções, assegurando uma fiabilidade excecional.

Para garantir esta segurança perante manutenções não planeadas ou falhas inesperadas, o esquema elétrico exige que todos os equipamentos — geradores, inversores, UPS, interruptores — sejam redundantes. Isto implica um investimento em duplicado, tanto em termos de equipamento como de espaço físico.

Atualmente, as arquiteturas estão a evoluir no sentido de reduzir o CAPEX inicial, assegurando, ainda assim, um elevado nível de redundância através de abordagens como a redundância distribuída ou a arquitetura Catcher.

Arquiteturas distribuídas — como a 4N3 ou a 5N4 — otimizam a redundância de energia ao partilhá-la entre diferentes sistemas.

Contudo, estas soluções introduzem alguma complexidade, uma vez que a distribuição de energia até aos bastidores de TI recorre a barramentos distintos para cada fluxo de potência, o que pode traduzir-se numa instalação dispendiosa, bem como dificultar os processos de manutenção.

No exemplo da arquitetura 4N3, os quatro sistemas operam até 75% da sua capacidade em condições normais e, caso uma das fontes falhe, os três restantes conseguem continuar a alimentar as cargas de TI, garantindo continuidade de serviço.

 

Arquitetura Catcher

Utilizar a arquitetura redundante de blocos – Catcher – para reduzir custos e aumentar a resiliência do centro de dados

A arquitetura Catcher permite ao utilizador final escolher de forma eficaz o nível de redundância necessário, otimizando o CAPEX do centro de dados, sem comprometer a tolerância a falhas nem a possibilidade de realizar manutenções simultâneas. Por exemplo, uma arquitetura pode incluir seis vias de alimentação normais, que podem ser carregadas até 100%, otimizando assim a taxa de utilização do centro de dados, e um ou dois fluxos de potência redundantes — prontos para assumir a carga em caso de falha de uma ou duas fontes.

A utilização de sistemas de transferência estática (STS) colocados entre a UPS e a carga permite que a carga crítica seja transferida do “percurso normal” para o percurso redundante, que entra em funcionamento (“catch”) de forma contínua (“online”), garantindo o fornecimento ininterrupto de energia à carga crítica.

Clément Bartelmebs
Clement Barthelmebs
Gestor de Marketing para Centros de Dados

«Em condições normais de funcionamento, as cargas são alimentadas pelo percurso principal. Em caso de avaria ou manutenção no percurso principal, o STS transfere automaticamente a carga para o percurso redundante. Esta filosofia de arquitetura redundante de bloco permite uma transferência sem descontinuidades do percurso normal para o Catcher. Outra opção com o Catcher é a combinação de um comutador de transferência estático com um comutador de transferência automático. Por exemplo, um dos lados da carga do cliente de TI (lado A) está ligado ao STS e o outro (lado B) ao ATS — ambos ligados aos percursos normais e redundantes. Em caso de falha no caminho normal, o STS muda primeiro, ativando os blocos redundantes, seguido pelo ATS, garantindo uma transição contínua e simultânea entre os dois percursos. Em conclusão, os lados A e B dos bastidores de TI continuarão a ser alimentados, mantendo a redundância dos servidores.»

Principais fatores a ter em conta para uma infraestrutura elétrica otimizada, com melhor TCO e maior sustentabilidade

Ao calcular os benefícios em termos de CAPEX e OPEX para os centros de dados, deve ser considerada toda a infraestrutura elétrica — desde o transformador de alta tensão até à infraestrutura de TI. A escolha do nível adequado de redundância (1 bloco redundante para X blocos normais) pode gerar poupanças significativas em termos de CAPEX e OPEX, em comparação com uma arquitetura tradicional. Por exemplo, pode eliminar-se um fluxo de potência completo: um transformador, um grupo gerador, o quadro de distribuição, uma UPS, as baterias – bem como todas as operações de manutenção associadas. 

«Ao escalar, por exemplo, para 10 salas de dados, apesar de ser necessário equipamento STS para ligar o bloco redundante, continua a representar menos equipamento no total: menos transformadores e grupos geradores, menos UPS e baterias – até menos 30% de equipamento no total. Por exemplo, ao compararmos uma arquitetura Catcher com um STS único com uma conceção 2N, verificamos uma redução global do CAPEX de 42% e uma redução da área de ocupação de 38%. O resultado é uma infraestrutura elétrica altamente otimizada, com um Custo Total de Propriedade (TCO) melhorado, maior sustentabilidade e eficiência energética – tornando-se assim numa solução particularmente atrativa para centros de dados de colocação.

Validados em fábrica e comprovados no mercado, estes sistemas foram postos à prova por intervenientes de referência com vasta experiência em aplicações de centros de dados – e a lista de casos de sucesso continua a crescer a nível global.

O modelo Catcher permite otimizar a redundância ao mesmo tempo que limita os custos de investimento.  Altamente flexível, é a solução ideal para responder às necessidades muito específicas e em constante evolução dos centros de dados – dando aos projetistas as ferramentas para criarem infraestruturas mais eficientes e resilientes, e marcando o momento certo para repensar os projetos com vista a garantir a sua adequação ao futuro.

Com várias centenas de megawatts de Catcher já instalados no terreno ao longo dos últimos anos, ficou demonstrada a elevada fiabilidade dos produtos STS mesmo nos ambientes operacionais mais exigentes.»

Compatibilidade comprovada entre produtos do fabricante

Por fim – e muito importante – a compatibilidade entre os produtos é essencial no que diz respeito à UPS e ao STS. Garantir que os equipamentos funcionam em harmonia, com parâmetros alinhados, permite lidar eficazmente com qualquer variação da carga de rede ou TI.

«O pacote completo UPS + STS da Socomec foi concebido para dominar esta arquitetura Catcher, assegurando total compatibilidade em todas as condições de funcionamento – incluindo variações súbitas de tensão, transições para o modo de alta eficiência da UPS e quedas de tensão.»